Uso do BIM melhora produtividade e eficiência na construção

Uso do BIM melhora produtividade e eficiência na construção

Conceito BIM 4D foi tema de curso do SindusCon-SP no 9º Concrete Show

O Building Information Modeling (BIM) altera processos e metodologias em projetos, melhorando a produtividade e eficiência do setor de construção civil. Apesar dos benefícios, sua aplicação não está clara para todos os envolvidos no mercado da construção. Com o objetivo de trazer mais informações para os profissionais, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) realizou o curso “BIM 4D para planejamento e controle de obras” no dia 27 de agosto, na 9ª edição do Concrete Show, no São Paulo Exhibition & Convention Center.

Segundo o arquiteto e urbanista Rogério Suzuki, que ministrou o curso, algumas pessoas pensam que o BIM é um software como o AutoCAD. No entanto, ele vai além da simples modelagem. “Na introdução, alinhamos esse conhecimento e explicamos o que é efetivamente, quais são os benefícios e porque a sua adoção não é tão simples – depende da interferência de vários profissionais que estão envolvidos com o projeto e construção”, explica Suzuki, que também é professor da Academia BIM do SindusCon-SP.

Além da visão conceitual, a capacitação de quatro horas abordou o uso do BIM 4D, sua aplicação prática, mercado e cases reais. Trata-se do modelo 3D integrado ao cronograma do projeto. “A 4ª dimensão é a do tempo. Pegamos os modelos dos projetos e conseguimos ligá-los aos cronogramas e controle das atividades. Com isso, por exemplo, se planejo fazer a fundação, é possível visualizar de maneira didática a pré-atividade como a terraplanagem. Um filme resume anos ou meses em segundos. Qualquer leigo consegue entender como será realizada a obra”, diz.

Com essa visão geral proporcionada pelo BIM 4D, quanto mais complexa for uma construção, tal como de edifícios comerciais e hospitais, que exigem a interligação de muitos sistemas, maiores serão os benefícios. “O mais caro é obter o processo em si, na etapa anterior, pois é necessário modelar todos os objetos em 3D.”

No curso, Suzuki também fará um panorama geral deste conceito no mundo e como o Brasil está se desenvolvendo em comparação a outros países. Na visão dele, em cinco anos, quem não souber como usar o processo BIM estará fora do mercado. “É uma decisão de carreira profissional. Toda a cadeia produtiva da construção está migrando”, diz.

Entre os cases reais, foram apresentados alguns projetos das Olimpíadas e do mercado imobiliário que tenham empregado o BIM 4D. “Demos dicas de como se prepara o modelo. Existem informações de como criar um ambiente colaborativo. Se você prepara melhor os dados do projeto, por exemplo, quem for executar a obra recebe de maneira mais otimizada e produtiva.”

Suzuki explica que o arquiteto consegue oferecer projetos mais completos, pois as ferramentas oferecem diferentes cenários. Por exemplo, é possível saber o consumo energético da construção fazendo simulações por meio do BIM. “Os construtores querem receber um projeto que não tenha problemas de interpretação para executar a obra. Se os projetistas utilizam BIM, o construtor pode utilizar a tecnologia que transforma o modelo a partir do projeto. Há um ganho de produtividade em relação ao planejamento e controle de obra. Toda a gestão é facilitada.”

Segundo Suzuki, a produtividade de um profissional que utiliza o processo BIM aumenta em três vezes. Ganha-se tempo com o planejamento e com a execução, pois se forem necessárias alterações, o projeto terá todas as informações e detalhamentos. O BIM está entre os processos que podem alavancar a produtividade da cadeia da construção.


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